Quantos são meus momentos de descontrole;
Como pude me tornar tão ignorante;
No céu, vejo-te a todo o instante;
Como que a me abençoar, ou a me julgar;
Água molha, fogo queima;
De tempos em tempos, isto não mais se permeia;
A água ja não molha, e o fogo ja nao queima;
Pois neste instante, só tu, a minha alma incendeia;
Não sei nada sobre o tempo;
Certas vezes, ele me soa como veneno;
Outras, como meu único companheiro;
Na vida, só o que me sobra é o desespero;
E veja só como é incrível;
Nada interfere, somos o impossível;
O impossível que é possível;
Nosso amor é invencível;
É um perigo arriscar tanto amor;
Sou eu um tolo ao fazer tal ardor;
Te fazer sentir o que nunca me fizesses, a dor;
O que nasce um dia morre;
Mas podemos nos dar ao luxo;
De após a morte continuarmos juntos neste novo mundo;
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